Tratamento medicamentoso do diabetes mellitus: insulina inalada

No final do mês de junho de 2014, o FDA, órgão regulador dos Estados Unidos com função semelhante a ANVISA no Brasil, aprovou para comercialização no mercado americano de um novo tipo de insulina de ação ultrarrápida: a insulina inalada de nome comercial Affreza. Mas o que seria uma insulina inalada?

Como toda insulina ultrarrápida, Affreza foi desenvolvida para ser usada imediatamente antes das refeições em pacientes diabéticos tipo1 ou tipo 2. O grande diferencial é o modo de administração. Enquanto as insulinas disponíveis são injetáveis, Affreza consiste em um pó seco que, após inalado, chega aos pulmões onde é absorvido pelo sistema circulatório, fazendo efeito cerca de 15 minutos após sua administração. Vale lembrar que a insulina inalada NÃO elimina a necessidade da insulina basal ou de longa ação, que é injetável.

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Até o momento, os estudos que avaliaram a insulina inalada tiveram duração de até 12 meses e incluíram pouco mais de 3.000 pacientes. Ou seja, dados de segurança e eficácia a longo prazo ainda são escassos. Nestes estudos, Affreza foi superior ao placebo e discretamente inferior a insulina aspart (insulina ultrarrápida injetável) no controle da hemoglobina glicada. Os efeitos adversos mais comuns foram queda da glicose, tosse e irritação na garganta.

A insulina inalada está aprovada para maiores de 18 anos que não tenham doenças pulmonares como asma e DPOC (bronquite crônica e enfisema). Também é contraindicada em mulheres grávidas e para tratar quadros descompensados de diabetes como cetoacidose. Não há previsão de chegada ao Brasil.

Fonte: Medscape

Dr. Mateus Dornelles Severo

Médico Endocrinologista

Mestre em Endocrinologia

CREMERS 30.576

www.facebook.com/drmateusendocrino

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