Câncer anaplásico de tireoide

Ao contrário dos outros tipos de câncer de tireoide, que são tumores indolentes, isto é, de crescimento lento, o câncer anaplásico é extremamente agressivo. Felizmente, trata-se de uma doença muita rara. Menos de 10% de todos os tumores malignos de tireoide são anaplásicos. Apenas uma pessoa em um milhão desenvolve este tipo de câncer por ano. Geralmente, mulheres idosas são as vítimas do câncer anaplásico, já que homens e pessoas com menos de 50 anos não são acometidos com muita frequência. Pessoas que já tiveram um câncer diferenciado de tireoide, isto é, do tipo papilífero ou folicular, também têm risco aumentado.

O paciente com câncer anaplásico de tireoide geralmente procura o endocrinologista por uma massa volumosa no pescoço que cresce muito rapidamente. Dor, tosse, falta de ar, dificuldade em engolir e rouquidão podem acontecer, já que não é incomum o tumor invadir estruturas como traqueia, esôfago, músculos e vasos sanguíneos. Perda do apetite, emagrecimento e febre também podem acontecer, principalmente se houver metástases a distância. Estas podem ser encontradas em até metade dos casos, sendo o pulmão o órgão mais acometido.

bcio_compressivo

O diagnóstico do câncer anaplásico pode ser feito através da punção com agulha fina (PAAF) ou, em alguns casos, através de biópsia da lesão. Uma vez diagnosticado, o paciente é submetido a uma série de exames de laboratório e de imagem que servem para fazer o estadiamento da doença. Dependendo deste estadiamento, isto é, do grau de comprometimento do organismo pelo câncer, define-se o tratamento.

O tratamento é, na grande maioria das vezes, paliativo e visa dar conforto ao paciente, já que a cura é pouco provável. Entre as modalidades terapêuticas estão a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. O iodo radioativo não faz parte do tratamento, pois o câncer anaplásico não responde a esta terapia.

Dr. Mateus Dornelles Severo

Médico Endocrinologista

Mestre em Endocrinologia

CREMERS 30.576

www.facebook.com/drmateusendocrino

drmateusendocrino.blogspot.com.br

Deixe uma resposta