Triglicerídeos elevados: o que fazer?

Os triglicerídeos são moléculas de gordura cuja principal função é fornecer energia ao organismo. São normalmente dosados no sangue após 12 horas de jejum e valores maiores que 150 mg/dL são considerados elevados. Estima-se que 1 em cada 3 pessoas tenham níveis elevados de triglicerídeos.

Várias são as condições que podem levar ao aumento dos níveis de triglicerídeos. Entre as principais estão o excesso de peso/obesidade, consumo de álcool, diabetes mellitus, doença renal, hipotireoidismo, uso de estrogênios (hormônio feminino), uso de alguns medicamentos, além da história familiar, isto é, fatores genéticos.

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Apesar de intenso debate no passado, hoje se sabe que níveis elevados de triglicerídeos estão associados a aumento do risco de doenças cardíacas e vasculares. O aumento no risco para essas doenças não ocorre somente pelos níveis elevados de triglicerídeos, mas também por condições associadas como níveis baixos de colesterol HDL (colesterol bom), colesterol LDL (colesterol ruim) com maior potencial de entupimento vascular, resistência à insulina e aumento da coagulabilidade sanguínea.

Já com relação ao tratamento, ainda existem controvérsias. Qualquer paciente com níveis elevados de triglicerídeos deve procurar manter o peso dentro do normal, fazer atividades físicas, além de evitar doces, carboidratos refinados e álcool. Uma vez que ainda não existem evidências contundentes de que medicamentos específicos para baixar os níveis de triglicerídeos realmente ajudem a prevenir doenças cardiovasculares, o tratamento deve ser individualizado. Várias classes de medicamento podem ser usadas dependendo dos níveis de triglicerídeos e do perfil do paciente, após avaliação médica criteriosa.

Dr. Mateus Dornelles Severo

Médico Endocrinologista

CREMERS 30.576

mateusdsevero@gmail.com

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