Ecografia (ultrassonografia) de tireoide: entenda o exame

A ecografia ou ultrassonografia é um exame que usa a reflexão das ondas de ultrassom para conseguir ver através de um monitor os diferentes tecidos do organismo. Como a tireoide está localizada na região anterior do pescoço, logo abaixo do “pomo de adão”, e está coberta praticamente apenas por pele, esta glândula é facilmente avaliada através da ecografia. Ou seja, sempre que há necessidade de avaliação da tireoide através de imagem, a ecografia é o exame de escolha.

O médico endocrinologista lança mão deste exame nas seguintes situações:

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– para avaliar a anatomia da tireoide quando suspeita de alguma anormalidade no exame clínico (palpação do pescoço);

– para avaliar alterações na tireoide descobertas ao acaso em outros exames como ecodoppler de carótidas, ressonância magnética ou tomografia computadorizada;

– para guiar punção aspirativa com agulha fina (PAAF) em nódulos ou linfonodos (ínguas);

– para monitorar nódulos já diagnosticados;

– para ajudar a planejar a cirurgia no caso de câncer de tireoide;

– para monitorar possíveis recidivas no paciente em tratamento para câncer de tireoide;

– quando há suspeita de bócio no feto, ou seja, no bebê mesmo antes de ter nascido;

– para rastrear câncer em grupos selecionados de pacientes com alto risco para esta doença, como pessoas que fizeram radioterapia na região do pescoço.

Dependendo da história e do quadro clínico do paciente, os diferentes achados da ecografia podem ajudar a confirmar ou afastar doenças. Por exemplo, um nódulo de 4 centímetros de diâmetro, hipoecóico, sem halo e com microcalcificações, é altamente suspeito de malignidade, logo, deve ser puncionado. Contudo, apesar da ecografia sugerir diagnósticos, estes devem ser devidamente confirmados, por punção ou outros exames apropriados.

O rastreamento universal, ou seja, o uso indiscriminado da ecografia de tireoide para procurar doença em pessoas que não se enquadram nas indicações acima, não está indicado. O rastreamento não é custo-efetivo e pode trazer mais prejuízos do que benefícios aos pacientes, como exames desnecessários e até mesmo cirurgias inadvertidas.

Fonte: UpToDate OnLine

Dr. Mateus Dornelles Severo

Médico Endocrinologista

CREMERS 30.576

mateusdsevero@gmail.com

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